[AMADOR CWB] Tanguá completa 77 anos de história em meio à reformulação e novo planejamento para o futuro
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| Foto: BKZ Fotos |
#SUBURBANA
Por @LucasRavel
O dia 8 de agosto é de felicidades no Tanguá, um dos clubes mais tradicionais do futebol amador de Curitiba. A agremiação completa 77 anos de história e com motivos para comemorar, afinal o escrete rubro-negro está de volta à elite da Suburbana após quase duas décadas.
DA FUNDAÇÃO À EPOCA DE OURO
A
história da equipe, localizada na divisa com Almirante Tamandaré, começou em
1943, quando Francisco Thiago da Costa – este é homenageado até hoje com o nome
do estádio - e outros membros de famílias da região fundaram a Sociedade
Educativa Tanguá. Inicialmente, o clube disputava a Liga dos Minérios e se
filiou à Federação Paranaense de Futebol (FPF) em 1971. Só que a presença do
Tanguá na Suburbana não durou muito tempo, já que se licenciou dois anos
depois.
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| Acervo Levi Mulford |
Retornando à Liga dos Minérios, o clube conseguiu o bicampeonato do torneio em 1985 e 1988, e em 1989 o escrete rubro-negro se filiou à FPF para a disputa da Suburbana pela segunda vez na história. Desta vez, o sucesso foi grande e o clube viveu o seu período de ouro na década de 90. Em 1992, 1997 e 1998 a equipe conquistou a Divisão Especial da Suburbana, considerada uma espécie de segunda divisão do amador de Curitiba na época. O ex-jogador Cigano fez parte do time em duas das conquistas. “O nosso elenco tinha muita qualidade, e o campeonato era diferente do que é agora, já que todos os clubes eram competitivos”, disse.
Outro jogador que fez parte da era de ouro do Tanguá é Robertinho. Ele contou que jogou no clube de 1995 a 2015 – entre esse período ficou fora somente em quatro anos – e, não à toa, é quem mais vestiu a camisa do rubro-negro. “Minha vida é o Tanguá. Sou do bairro, praticamente todos os meus amigos moram lá”, relembrou.
Mesmo aposentado, Robertinho ainda segue ligado ao time onde fez história. O ex-jogador é coordenador do Tanguá Legends, um projeto que reúne pessoas que fizeram parte do clube em anos anteriores para jogarem campeonatos, e a intenção, segundo ele, é levar a marca do Tanguá para fora dos limites de Curitiba e Região Metropolitana.
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| Acervo Tanguá |
DE
2000 ATÉ HOJE - MOMENTOS CONTURBADOS E REESTRUTURAÇÃO
Nem tudo são flores na história do Tanguá. A década de 2000 a 2010 não foi gloriosa como a anterior. De 1999 a 2001 o clube fez campanhas sem brilho na elite da Suburbana. Após isso, os licenciamentos ficaram comuns. Foram quatro vezes em 15 anos: 2002, 05, 08 e 16.
Em 2019, a equipe conseguiu dar a volta por cima e garantiu o acesso para a 1ª Divisão da Suburbana após ser vice-campeão da Série B. Na ocasião, perdeu o título para o Fortaleza. Em 2020, o clube passa por uma severa reestruturação, que começou com a modernização do seu escudo. As listras horizontais foram substituídas, mas as cores, o nome do clube com suas iniciais (S.E. Tanguá) e as três estrelas amarelas foram mantidas.
Outra novidade em 2020 é o nome de Carlos Calmon como diretor executivo de futebol. Fora de campo, o clube mantém uma postura mais ativa na busca por patrocinadores e tem desenvolvido ações nas redes sociais para impulsionar a marca da equipe. E o planejamento passou também pela escolha do técnico. Após alguns anos alternando na posição de treinador e dirigente do Operário Pilarzinho, Peterson Freitas assumiu o Tanguá. “Fiz minha base neste clube, sou do bairro e tenho uma alegria imensa em estar aqui. No Pilarzinho, tivemos um planejamento mais ousado, jovem, e a receita deu certo. Portanto, vamos implantar isso aqui na medida do possível”, disse o novo treinador. Dentro de campo, o técnico disse que a sua intenção é jogar um futebol ofensivo, pois os jogadores contratados têm um perfil que permite esta filosofia.
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| Foto: Rafael Buiar |
Por fim, o clube busca reformular a sua casa, o estádio Francisco Thiago da Costa. Os projetos ainda estão em desenvolvimento, mas algumas reformas foram feitas visando a temporada 2020, que ainda está sob dúvida por causa da pandemia do COVID-19.
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